25 julho 2006

perdido entre o silêncio

perdido entre o imenso verde
centenas de testemunhas de histórias passadas
seculares lágrimas que correm no rio de paixões

tantas certeza, tantas dúvidas....

um instante.
o corpo mudou...
um outro instante. a chuva chegou...
por entre o local grandioso e belo,
num dia de tonalidades neutras para muitos
as gotas percorrem a cabeça e as mãos.
o verde torna-se mais verde. começou a sinfonia da mãe.

e um sorriso... uma dança. ainda que sem espaço nem tempo, uma dança.
ocorre ali, sem que ninguém a veja.
continuam serenos e abrigados.niguém repara.
um sorriso, apenas um sorriso que tudo diz...

e a enorme vontade de partilhar cresce
luta desigual entre razão e sentimento
as palavras gritam para que sejam ditas. a razão diz que não!
o sentimento corrói

a vontade de te falar é enorme
imensa como imenso é o verde
imensa como imensa é a dança das palavras, dos olhares,
do que não se disse na esperança de um melhor momento para dizer
mas nada é dito. o silêncio é a lei.

perdido entre o imenso verde
a tua não dor, torna-se a minha dor...
[abril 2005]

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