abrem-se portas...
mas fecham-se olhares.
sequências de efémeras infinidades
cada uma antes ou depois de cada outra
num ritmo infernal,
da vertiginosa rapidez da queda livre
à acamada decomposição física e humana.
abrir portas mas fechar olhares
um crime humano sobre outrém
na penumbra, enganador ponto de fuga
na claridade, recta para o deserto da troca de sentimentos
o medo reduz a vivência humana à insignificância.
[maio 2005]
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