21 abril 2008
tímida sonrisa
pero tu, eres una de muy pocas que, de verdad me encantan.
tu tímida sonrisa brilla mucho para mí.
[abril 2008]
28 março 2008
música
Sinto as mãos a suar, estou impaciente. Estes momentos dão cabo de mim.
Já são horas, as pessoas já assobiam, a massa está nervosa.
Os dez minutos antes do concerto custam mais a passar que os 10 anos anteriores.
Ver a sala completamente cheia ajuda a um estado de euforia contida. A visão da massa vista do balcão apenas dá vontade de saltar e mergulhar. Sentir a intensidade a todos os níveis.
Respondo com um sorriso de olhos fechados ao arrepio que ela me provoca.
[março 2008]
uma daquelas noites perfeitas
Há dias perfeitos como diz o Lou Reed.
Também há noites perfeitas. De todos os feitios, para todos os gostos; à vontade do freguês.
Uma combinação de factores que há muito não acontecia.
A estrada, as palavras (ditas e por dizer), o silêncio, a música, os sorrisos, o olhar e a chuva.
Adoro a sensação das gotas a descer a cara, do toque frio da chuva no pescoço.
Não consegui dizer nada naquele instante. Acho que era um momento para o silêncio.
23 março 2008
un día
si, stela bella, quizas un día....
y un día muy cercano quizá...
17 março 2008
medo
o brilho da tua estrela atrai-me cada vez mais. mas sinto que se transforma numa nova espiral minha.
caminho na direcção em que te escondes, de sorriso na cara, aparentemente sem medo.
mas tenho medo que a frase "now that i've met you, you would object to never see each other again" tenha que surgir...
[março 2008]
24 dezembro 2007
(des)equilíbrios
induzo-me a um natural maior estado depressivo. fujo das pessoas e das minhas frustrações e más interpretações e reduzo o mundo a quatro paredes. forro as paredes com música enquanto deslizo por esta minha espiral.
procurei em mim sorrisos e não achei. procurei esperança e ri-me de tamanha parvoíce.
a estrela hoje apagou-se. eu apaguei-a.
(mas uma estrela acendeu-se. nas conversas que a noite proporciona, descobri que hoje a esperança brilhou em alguém e a aqueceu. é bom ler e sentir assim as pessoas.
[dezembro 2007]
21 dezembro 2007
o mundo não gira à tua volta.
se parares o megalómano carrosel circense que montaste em redor de ti, poderás ver que os mundos mantêm-se através das pequenas coisas. essas que ignoras.
equilibrios insensatos que colocas em risco sem ter a noção.
o efeito borboleta não é uma realidade próxima. Mas é uma realidade...
[dezembro 2007]
20 dezembro 2007
dia cinzento de melancólica harmonia.
dia que foi perdendo os seus objectivos à medida que o tempo passou.
ele, sem propósito e abandonado, encontra sempre uma negação às suas questões, ao seus convites. o mundo fecha-se sobre ele, as oportunides perdem-se.
resta um passeio solitário pelas ruas com a música nos ouvidos. triste e melancólica claro está; ele não quer estragar a harmonia. e ela não o deixa.
[dezembro 2007]
22 novembro 2007
despedidas ao nascer e ao por-do-sol.
ruas que sem ti não fazem sentido.
silêncios com o teu olhar.
momentos com o teu toque.
despedidas ao nascer e ao por-do-sol.
" When they fly
through the night as beautiful
nighttime birds"
(para a S.)
[20 novembro 2007]
a chuva (sonhos improváveis)
encontro a menina do (bonito) sorriso escondido.
olhar tímido. tão frágil...
até a olhar olhos nos olhos.
tão frágil sou eu então.
olhos com as cores do céu e com a imensidão do mar.
momentos de limbo, de inquietante tranquilidade, de palavras mudas, de desejos reprimidos e sonhos improváveis.
a chuva acompanha o momento. gotas escorrem pela cara na doce troca de palavras.
o céu chora a tristeza do efémero momento. os sorrisos reflectem o calor das palavras.
os compromissos apressam a despedida que forço a não acontecer.
despedimo-nos com tristeza e um sorriso sincero.
volto a caminhar na cidade molhada, com o sorriso dela em mim.
ao contrário do que nos fazem acreditar, a tristeza, tal como a chuva, também é bonita.
(para a menina triste)
[novembro 2007]
19 novembro 2007
boa viagem
segues o teu caminho. persegues o sonho.
fiquei calado na altura de falar.
deixei passar oportunidades e no que julguei ser a última, engoli em seco na tua ausência.
foste sem saber o dia de amanhã. espero agora que haja um amanhã em que te possa falar e dizer as palavras mudas, olhos nos olhos.
disse apenas boa viagem, com receio que um até já não fosse possível, e negando um adeus, no qual não quero acreditar.
boa viagem, e se a necessidade de voltar surgir, cá estaremos.
até lá, a saudade.
boa viagem amiga! que as estrelas te guiem nas novas descobertas.
[novembro 2007]
15 outubro 2007
momentos
[outubro 2007]
03 setembro 2007
pontes de sombras
(pontes de sombras)
[setembro 2007]
01 setembro 2007
telemóvel
[agosto 2007]
silêncios 2
lembro-me de ti e quero falar-te, dizer-te pelo menos que penso em ti.
pego no telemóvel... mas desisto.
o simples pensamento da indiferença, ou da inquietude do silêncio da tua (ausente) resposta faz-me desistir.
(esta é provavelmente a forma mais segura de te falar. um dos poucos cantos onde, expostos ao mundo e no meio de muitos, conversamos só entre nós. se leres isto, aqui te digo: penso em ti, m.)
[agosto 2007]
silêncios 1
[agosto 2007]
filmes das nossas vidas
(por favor, não vejam o filme "Caçador de Sonhos". este aviso é um favor que vos faço)
[setembro 2007]
18 agosto 2007
estrela(s) cadente(s)
quando já te julgava desaparecida, extinta do meu mundo, apareceste como és, numa noite tua, de estrelas cadentes.
numa noite de olhos postos no céu, a mais bonita estrela falou bem perto da terra.
assim és, uma estrela cadente, uma (mais) bonita estrela cadente.
por momentos esqueci-me de quem eras, e assumi que te tinhas extinto do meu mundo. estrela cadente que és, apenas passas por mim aleatória e raramente.
mas quando passas deixas um sorriso em mim, e um calor, tranquilo e recomfortante que só tu tens.
e eu, engano-me dizendo que és uma estrela que posso olhar todas as noites...
mas de facto és uma estrela porque sempre que os nossos olhares se cruzam, em mim fica sempre algo teu.
porque tu, estrela cadente, és uma das minhas estrelas.
[agosto 2007]
noites de verão
no habital retorno a casa por ruas e vielas, pessoas deslocadas percorrem os mesmo caminhos.
as horas marcam o meio da caminhada até ao amanhecer, horário de sistemáticas personagens nestes calçadas.
menos no verão. dezenas de novas personagens saltam de casa, das suas rotinas estudantis e trabalhadoras, e por momentos conhecem uma parte da cidade que desconhecem.
a cidade na hora que as pedras da calçada, iluminadas pela lua, falam com os noctívagos. a hora em que as pessoas falam e as outras ouvem abraçadas pelo recomfortante silêncio da cidade. em que as estrelas caminham a passo com os solitários que deambulam ou simplesmente regressam a casa. hora das cumplicidades dos amigos e dos amantes.
estranhas são as noites de verão, onde o (o habitual) equilíbrio é quebrado, por novas pessoas, por novos sorrisos...
novas noites traz o verão.
[julho 2007]
05 junho 2007
vazio de nós
talvez quando na (nossa) ausência olhares para trás e me chamares, não te responderei.
talvez nessa altura seja já tarde de mais. nem sei se aí te questionarás sobre o que se passou, o que poderá ter corrido mal.
talvez só algum tempo depois da nossa constante ausência, perceberás que dei muito de mim a nós, e tu pouco deste. talvez percebas que nós somos dependências, mas diferentes. eu sou dependente de ti, que quem tu és, e tu apenas és dependente de partes de mim, aquelas que em determinados momentos ao acaso precisas, esquecendo-me a maior parte do tempo... ou talvez nunca venhas a entender isto, cega pelo teu ego.
nessa altura não te responderei, não por te ignorar, simplesmente porque já não estarei contigo, nem no sítio onde sempre estive quando precisaste...
nessa altura já não estarei lá... e tu, suponho, nem me terás ouvido sair...
[junho 2007]