Há dias perfeitos como diz o Lou Reed.
Também há noites perfeitas. De todos os feitios, para todos os gostos; à vontade do freguês.
Ontem foi uma noite perfeita.
Uma combinação de factores que há muito não acontecia.
A estrada, as palavras (ditas e por dizer), o silêncio, a música, os sorrisos, o olhar e a chuva.
Gosto de saber que em noites perfeitas as minhas imperfeições, os erros e as inseguranças estão sempre presentes; faz-me ter a certeza que as noites são reais, e não apenas fruto da minha imaginação.
É incrível a sensação de andar com um sorriso parvo estampado na cara e sentir a chuva a tocar a pele.
Adoro a sensação das gotas a descer a cara, do toque frio da chuva no pescoço.
Abriste, muito levemente, as mãos ao céu e sentiste à tua maneira aquela chuva.
Não consegui dizer nada naquele instante. Acho que era um momento para o silêncio.
Ontem foi uma daquelas noites perfeitas, com a companhia perfeita.
Obrigado.
[março 2008]
1 comentário:
uma estrela pela companhia, uma estrela pela chuva, uma estrela silêncio, que consegue ser tão bom... e uma estrela pelo conceto, claro.
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