caminho pela cidade molhada, pintada com cores neutras (tristes dirão alguns).
encontro a menina do (bonito) sorriso escondido.
olhar tímido. tão frágil...
até a olhar olhos nos olhos.
tão frágil sou eu então.
olhos com as cores do céu e com a imensidão do mar.
momentos de limbo, de inquietante tranquilidade, de palavras mudas, de desejos reprimidos e sonhos improváveis.
a chuva acompanha o momento. gotas escorrem pela cara na doce troca de palavras.
o céu chora a tristeza do efémero momento. os sorrisos reflectem o calor das palavras.
os compromissos apressam a despedida que forço a não acontecer.
despedimo-nos com tristeza e um sorriso sincero.
volto a caminhar na cidade molhada, com o sorriso dela em mim.
ao contrário do que nos fazem acreditar, a tristeza, tal como a chuva, também é bonita.
(para a menina triste)
[novembro 2007]
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