quero voltar.
voltar ao casulo. Contrariar todas as regras da natureza e voltar a dormir protegido pelo calor do casulo de que outrora me libertei.
as asas fazem voar alto, mas apenas para cair ainda mais a pique.
sei quem sou. sou um errante constante. sei que quando me decido a voar atrás de uma estrela o resultado é quase sempre o mesmo: a queda.
por isso, agora apenas ando.
ando. passo após passo, sem bater as asas ou levantar os pés do chão.
apenas ando... gasto a terra sob mim.
apenas ando. (até ao momento que te vejo...)
[julho 2006]
Sem comentários:
Enviar um comentário