ironia ou coincidência... porque não ambas?...
quando já te julgava desaparecida, extinta do meu mundo, apareceste como és, numa noite tua, de estrelas cadentes.
numa noite de olhos postos no céu, a mais bonita estrela falou bem perto da terra.
assim és, uma estrela cadente, uma (mais) bonita estrela cadente.
por momentos esqueci-me de quem eras, e assumi que te tinhas extinto do meu mundo. estrela cadente que és, apenas passas por mim aleatória e raramente.
mas quando passas deixas um sorriso em mim, e um calor, tranquilo e recomfortante que só tu tens.
e eu, engano-me dizendo que és uma estrela que posso olhar todas as noites...
mas de facto és uma estrela porque sempre que os nossos olhares se cruzam, em mim fica sempre algo teu.
porque tu, estrela cadente, és uma das minhas estrelas.
[agosto 2007]
5 comentários:
As estrelas querem-se no céu a ofuscar o mundo... quando esquecidas, caem na certeza que quem passa as leva no coração... A estrela sorri, o coração aquece e os olhos brilham para toda a gente...
A poesia aparece...
NÓS...
escrevemos...
e são estrelas que levam bocados de nós.
alegria ou anestesia?
Alegria: a estrela brilha de noite... Anestesia: de dia não vemos mas está presente...
Assim, inconscientes, andamos na sombra à procura... de uma nova luz... outro brilho que nos mova... e vagueamos sem destino... quando o que tocou no fundo, vai (re)tocar sempre, no mesmo pontinho... e vamos querer sempre (re)vivê-lo... Sabemos que é tão fácil, que até mete medo... e vamos andando de olhos escondidos... sem apontar o céu, para que não nos caia em cima... bloqueio que nos impede de ser o que nos move... Andamos iludidinhos... corremos enganados... e basta parar para dar à luz novas estrelas... Fugimos... e o nosso brilho morre aos bocadinhos... até que não há estrela que nos reconheça!
A estrella 13... a M... a central... entre a A e a Z... a egocêntrica... a que queria fazer sorrir... quis ser anónima...e que a descobrisses no brilhar dos teus olhos... sentisses entre todas as anónimas as suas palavras... como quando apenas em silêncio os sorrisos se cruzavam... e se chamavam "chás" ao desejo profundo do amor eterno... e a poesia reconciliava... Ouvi quando saiste... Houve demasiado ruído... procuro o silêncio... recordo o nosso... o aconchego do abraço e a lua cheia... o sofá a olhá-la e nós em descanso iluminados pela vida... não quero ouvir mais ninguém porque me lembro de ti... chiu!
Apetecia-me ouvir as palavras do vento a balançarem-me o calor do corpo...
Tão bonito, Francisco!...
Se hoje, ao olhar o céu, vir uma estrela cadente, vou-lhe pedir que construa para ti um céu feito de estrelas que não caiam, mas que se mantenham sempre lá para que te ofereçam sorrisos e calor não efémeros.
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